InícioMundoAlemanha acha mais um drone e possíveis explosivos no aeroporto de Leipzig

Alemanha acha mais um drone e possíveis explosivos no aeroporto de Leipzig

Um terceiro drone foi encontrado junto com um possível explosivo militar nas proximidades do aeroporto de Leipzig, na Alemanha, segundo informações publicadas nesta terça-feira, 25, pelas emissoras NDR e WDR e o jornal Süddeutsche Zeitung. O artefato teria sido localizado em 14 de agosto, pouco mais de uma semana depois de autoridades também encontrarem cerca de 50 gramas de uma substância que poderia ser hexogênio, um explosivo de alta potência.

“Os autores podem ter planejado um ataque muito maior do que o divulgado até o momento”, afirmaram a NDR e a WDR.

+ Inteligência alemã encontra esconderijo de armas perto de Berlim e suspeita de ação russa

O Ministério Público Federal, que assumiu a investigação da Procuradoria-Geral de Dresden, descreveu o incidente como um “ataque grave à infraestrutura de transportes e logística na Alemanha”. Fontes de inteligência ouvidas pelo Süddeutsche Zeitung afirmam suspeitar do envolvimento da inteligência russa na tentativa de ataque. Moscou nega qualquer participação.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse nesta terça-feira que o governo anunciará em breve os responsáveis pela tentativa de ataques com drones. O governo, segundo ele, “trabalha em estreita colaboração com as autoridades de segurança neste caso, e divulgaremos e comentaremos sobre o assunto em breve”.

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A operação em 14 de agosto, divulgada nesta terça-feira, foi confirmada por uma porta-voz do MPF alemão, mas não foram informados detalhes. Ao jornal Die Zeit e à emissora ARD, moradores relataram barulhos de explosão pouco tempo antes do material bélico ter sido descoberto nas proximidades.

Em 4 de agosto, um drone carregado de explosivos foi avistado e capturado próximo de uma aeronave ucraniana de carga Antonov An-124 Ruslan, usada para o transporte de suprimentos militares. Investigadores também suspeitam que um segundo drone teria colidido com um avião de carga da DHL logo após o fechamento temporário do aeroporto de Leipizg, utilizado como um centro de logística militar e de carga pela Otan e pelo governo ucraniano para o fornecimento de suprimentos militares.

Os responsáveis ​​pela tentativa do ataque ainda não foram identificados, mas o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, descreveu o incidente na quarta-feira como um “cenário de ataque híbrido” — e diversos governos europeus já acusaram a Rússia de travar uma guerra híbrida com intuito de desestabilizar países do continente.

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“Ameaças envolvendo drones, incluindo ameaças híbridas, são algo que já conhecemos. No entanto, o fato de um drone — armado com explosivos — estar nas dependências de um aeroporto representa um novo cenário de ameaça”, disse Dobrindt.

Em resposta às acusações, a Embaixada da Rússia na Alemanha reforçou a não participação em qualquer operação.

“O principal perigo que a Alemanha enfrenta hoje não reside nos supostos ‘ataques híbridos’ de Moscou, que não existem, mas nos políticos que, com entusiasmo, inventam cenários de uma guerra iminente com a Rússia”, respondeu a representação russa em Berlim em um comunicado publicado no X, antigo Twitter.  “É evidente que essa provocação orquestrada serve apenas para promover os interesses de Kiev e da ala militarista da classe política europeia”.

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Em paralelo, autoridades de segurança da Alemanha encontraram armas escondidas em uma área de floresta nos arredores de Berlim e suspeitam que o arsenal pode ter sido usado em assassinatos encomendados por serviços de inteligência da Rússia, segundo informações divulgadas na semana passada pelo jornal Süddeutsche Zeitung. 

O esconderijo foi descoberto há quase um ano, após agentes do Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV), a agência de inteligência interna da nação europeia, terem recebido informações sobre um suposto depósito de armas. No local, foram encontradas duas armas de fogo de calibre curto e munição.

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O uso de depósitos clandestinos em florestas remete a métodos empregados pela União Soviética durante a Guerra Fria.  Esses locais secretos continuaram sendo usados por serviços de inteligência russos nos últimos anos para troca de informações ou materiais com espiões russos que vivem no Ocidente sob identidades falsas.

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