O clube já tinha enviado notificações extrajudiciais pedindo uma resposta sobre o valor para recompra, mas não obteve retorno da investidora com um montante específico.
Além disso, o Operário-PR apontou ao Cade um documento no qual a administração do condomínio da FFU disse que, da parte dela, não existe mecanismo de recompra, já que a administração e não fez parte do contrato de venda de direitos.
“Embora, por dever de ofício, na forma das Cláusulas 6.4 da Convenção, a Administradora tenha conhecimento do teor do Contrato de Investimento, nem o Condomínio Forte União nem sua Administradora são partes do referido contrato, ao contrário da FFU, que figura naquele instrumento como interveniente”, respondeu Gabriel Lima, o administrador do condomínio, acrescentando:
“Nesse sentido, a convenção não prevê ou admite mecanismo de recompra, pelos clubes, das participações ou direitos que integram o Condomínio, tampouco atribui à administradora qualquer competência ou responsabilidade para reconhecer, calcular ou operacionalizar recompra dessa natureza”.
Assim, o Operário-PR decidiu fazer uma conta e estipular o valor almejado. Apesar do desejo de recompra, o clube paranaense explicou por que não quer sair do bloco comercial composto pelos demais clubes da FFU.
“Convém deixar claro que o Operário não pretende deixar o bloco comercial, pois reconhece – como sempre reconheceu – as virtudes da negociação conjunta dos direitos e quer seguir ao lado dos demais clubes nesse esforço coletivo. A recompra apenas recompõe a titularidade integral dos seus direitos econômicos, sem retirá-lo da comercialização conjunta nem opô-lo a quem quer que seja”, disse o clube, na petição protocolada hoje ao Cade.


