A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pré-candidata a deputada federal pelo Republicanos-DF, Cristiane Britto, participou na última sexta-feira (23) do programa “É Só Subindo”, da rádio Sucesso Brasília FM, apresentado pelo jornalista Henrique Chaves. Em uma conversa franca, Britto discorreu sobre suas origens, trajetória política, suas ações no governo federal e suas expectativas para as eleições de 2026.
Cristiane compartilhou com orgulho suas raízes nordestinas, recordando sua infância em Candeias (BA) e a influência que seu pai, um cearense dedicado à educação, teve em sua vida. “Meu pai tinha uma meta inegociável: queria ver todos os filhos com diploma na mão. Ele provou que a educação é tudo”, destacou. O empenho da família resultou em uma bela reviravolta, onde mais tarde os filhos puderam ajudar o próprio pai a concluir seus estudos em Administração de Empresas.
A ex-ministra enfatizou que “a família é o berço de tudo”, uma afirmação reforçada por Chaves durante a entrevista, e ressaltou que essa base familiar guiou sua atuação no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, especialmente em regiões historicamente negligenciadas.
Um dos principais pontos abordados foi a atuação no arquipélago do Marajó, no Pará, onde Britto enfrentou uma realidade de vulnerabilidade social extrema e alta incidência de abuso infantil. Ela revelou que, na época, fortaleceu o projeto “Abrace o Marajó”, lançado pela senadora Damares Alves, e que suas ações ultrapassaram o mero discurso. “Levamos mais do que esperança. Levamos empregos, cuidado real para as crianças e estruturamos a logística básica de saúde, segurança e educação”, afirmou.
Outro tema crítico discutido foi a violência contra a mulher. Cristiane mencionou a criação do programa Qualifica Mulher, lançado em novembro, voltado para a prevenção e capacitação feminina. Ela reconheceu que a situação é alarmante, especialmente no Distrito Federal, que já registrou casos de feminicídio neste início de ano.
Quando questionada sobre as medidas necessárias para modificar essa realidade, Cristiane foi contundente: “A resposta está na raiz. Falta política séria para a educação. Precisamos ensinar nossas crianças que homens e mulheres são diferentes, que a força física deve ser usada para proteger, nunca para agredir”. Para a pré-candidata, a responsabilidade pela mudança não pode ser atribuída apenas ao Estado. “Vamos educar nossos filhos em casa. Não podemos deixar essa missão apenas nas mãos da sociedade ou do poder público. A mudança começa no lar”, concluiu.


