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Casos de sarampo sobem para 28 em SP; capital tem maior número de registros

O número de casos confirmados de sarampo no estado de São Paulo subiu para 28 em 2026. Segundo a SES (Secretaria de Estado da Saúde), os dois novos registros foram confirmados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) após o processamento de amostras de notificações feitas em julho e agosto.

Os novos casos são de moradores da capital paulista, sendo uma criança com menos de 1 ano e uma mulher na faixa dos 40 anos.

De acordo com a SES, os dois estão relacionados a cadeias de transmissão que já eram acompanhadas pelas equipes de vigilância.

Capital concentra maioria dos casos

Dos 28 casos confirmados neste ano, 25 estão na cidade de São Paulo. São Bernardo do Campo tem dois registros e Guarulhos, um.

A análise epidemiológica aponta que 20 dos 28 pacientes, cerca de 71%, não tinham registro de vacinação ou apresentavam o esquema vacinal incompleto.

As crianças menores de 2 anos são o grupo mais atingido pelo surto. Até o momento, quatro cadeias de transmissão foram identificadas no estado.

A primeira ocorreu entre março e abril e esteve associada a dois casos importados. A cadeia foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros. As outras três seguem sob investigação e monitoramento.

Em agosto, o governo de São Paulo realizou uma mobilização para ampliar a cobertura vacinal contra o sarampo. Ao todo, mais de 2,5 milhões de doses foram aplicadas durante as ações de multivacinação e a estratégia ampliada.

Na capital, foram aplicadas 2 milhões de doses. Guarulhos registrou 230,1 mil aplicações, enquanto São Bernardo do Campo teve 169,5 mil.

A vacina contra o sarampo continua disponível na rotina das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) para a população elegível.

Quem deve se vacinar

O calendário de vacinação prevê duas doses para crianças, a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas de 15 meses a 29 anos devem comprovar duas doses registradas na caderneta. Entre 30 e 59 anos, é necessário ter pelo menos uma dose registrada.

Para trabalhadores da saúde, são recomendadas duas doses, independentemente da idade.

Em razão da circulação do vírus, bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo devem receber a chamada “Dose Zero”.

A aplicação é adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular, aos 12 e 15 meses.

Quem não deve tomar a vacina

Gestantes não devem receber a vacina contra o sarampo, que utiliza vírus atenuado. Mulheres que estão amamentando, por outro lado, podem ser vacinadas normalmente.

O imunizante também é contraindicado para pessoas com quadros graves de imunodeficiência ou histórico de anafilaxia a componentes da vacina.

Quem recebeu recentemente outra vacina de vírus atenuado, como as contra febre amarela ou varicela, deve consultar uma UBS para verificar o intervalo recomendado antes da aplicação.

Sintomas

O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido pelo ar, por meio de tosse, espirro e fala.

Entre os principais sintomas estão manchas vermelhas pelo corpo, febre alta, acima de 38,5°C, tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.

Segundo o Ministério da Saúde, a persistência de febre alta, principalmente em crianças menores de 5 anos, pode indicar um quadro de gravidade.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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