O governo da governadora Celina Leão (PP) está se preparando para a venda do Banco de Brasília (BRB) à iniciativa privada após as eleições deste ano, conforme apurações exclusivas. Essa movimentação contrasta com a declaração feita em abril, quando Celina negou ter intenções de privatizar a instituição.
Fontes indicam que essa operação será justificada pela alegação de que “a dimensão da crise deixou o banco sem solução pública viável”. Um recente déficit financeiro identificado no BRB chega a impressionantes R$ 22,8 bilhões, levantando preocupações sobre a saúde financeira da instituição.
Antes de concretizar a privatização, o governo pretende manter sob responsabilidade pública os principais ativos, buscando tornar o que restar do banco mais atrativo ao mercado, conforme informado por um servidor de alta hierarquia da instituição.
Além disso, o BRB já iniciou a renegociação de contratos com terceirizados e está em vias de implementar um Programa de Demissão Voluntária (PDV), com o objetivo de reduzir em até 20% seu quadro funcional. Essa reestruturação é vista como uma medida necessária diante da crise financeira enfrentada e busca garantir a sustentabilidade da instituição no futuro.


