“Se você me perguntasse há 15 anos se poderíamos ter feito algo assim, eu teria pensado que você estava louco”, disse anteriormente à CNN o Dr. Steven Nissen, autor sênior do estudo e diretor acadêmico do Instituto Cardíaco, Vascular e Torácico da Família Sydell e Arnold Miller da Cleveland Clinic, em Ohio .
Uma atualização do estudo, publicada nesta sexta-feira no NEJM, parece responder a uma pergunta fundamental: a intervenção tem efeito duradouro?
“Será que algo assim é realmente um procedimento único? Essa sempre foi a questão”, disse o Dr. Luke Laffin, autor principal do estudo e cardiologista preventivo do Instituto Cardíaco, Vascular e Torácico da Cleveland Clinic.
“Esses novos dados basicamente indicam que a redução do colesterol LDL e dos triglicerídeos observada 60 dias após o tratamento persistiu por mais de um ano”, disse Laffin. “Em pessoas que tomaram a dose mais alta, a redução parece ser duradoura e segura.”
A lipoproteína de baixa densidade, ou LDL, é conhecida como colesterol “ruim”. Ela desempenha um papel importante nas doenças cardíacas a principal causa de morte em adultos nos Estados Unidos e no mundo todo. Os triglicerídeos são um tipo diferente de gordura no sangue que também está associado a um risco aumentado de doenças cardiovasculares.
Se ensaios clínicos de maior porte apresentarem resultados semelhantes, o procedimento poderá revolucionar o tratamento de jovens com doenças graves, afirmou anteriormente à CNN a Dra. Ann Marie Navar, cardiologista preventiva e professora associada de cardiologia do UT Southwestern Medical Center em Dallas.


