Os Estados Unidos anunciaram um novo bombardeio contra o Irã nesta terça-feira (1º). Segundo o Exército americano, a ofensiva é uma resposta a recentes tentativas da Guarda Revolucionária de atacar embarcações comerciais no estreito de Hormuz e militares americanos na região.
Os ataques começaram às 13h (horário de Brasília), informou o Comando Central dos EUA em um post no X. A televisão estatal iraniana informou que várias explosões foram ouvidas no sul do país, ao longo do da via marítima.
“Várias explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas e nas proximidades da ilha de Qeshm”, informou a emissora. Ainda de acordo com a mídia local, quatro projéteis atingiram cidades a leste de Hormuz.
O presidente Donald Trump advertiu o Irã para que não retaliasse. Segundo o americano, Teerã enfrentará uma ofensiva “muito mais dura e intensa” se revidar.
“Se a fracassada nação do Irã retaliar este ataque plenamente justificado, será atingida novamente de forma muito mais dura e intensa. Mas esse não será o maior de todos os ataques —esse ainda está por vir. Quando terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irã”, afirmou Trump em sua rede social, Truth Social.
No domingo (30), Washington atacou dois lançadores iranianos na ilha de Larak, em Hormuz. A Guarda Revolucionária afirmou que o ataque matou e feriu vários soldados e civis iranianos, sem informar um número preciso de vítimas.
O Irã respondeu lançando mísseis contra instalações americanas na Jordânia, que foram interceptados, enquanto os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado um drone iraniano sobre suas águas.
O presidente Donald Trump afirmou na segunda-feira que mais ataques podem ser necessários. Do ponto de visto econômico, secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que Washington estava prestes a impor novas sanções.
Embora tenha alertado para uma resposta dos EUA aos ataques iranianos, Trump também disse a jornalistas na segunda-feira que eles não representavam um retorno à guerra em grande escala, enquanto uma autoridade iraniana de alto escalão disse à Reuters que se tratava de um “confronto limitado e contido”.
Mas as promessas de ambos os lados de responder a novos ataques destacaram a rapidez com que um conflito que vinha sendo travado cada vez mais por meio de sanções, bloqueios e pressão econômica poderia voltar a se transformar em ação militar.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia declarado no início desta terça-feira que Teerã retribuiria imediatamente caso Washington cumprisse seus compromissos previstos em um Memorando de Entendimento de junho, que tinha como objetivo interromper o conflito.


