Os rodoviários do Distrito Federal decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira, 28 de setembro, após votação unânime em assembleia no domingo, 20 de setembro. O Sindicato dos Rodoviários justificou a paralisação por meio da falta de êxito nas negociações com o Governo do Distrito Federal (GDF) e as empresas de ônibus relacionadas ao reajuste salarial da categoria, que vinha sendo discutido desde junho.
A greve seguirá mantida a menos que surjam negociações efetivas do governo e das empresas. Caso contrário, a interrupção dos serviços está programada para o início da próxima semana. Além do aumento salarial, os rodoviários também reivindicam a renovação de um acordo coletivo que expirou, que incluiu jornada de trabalho de seis horas, tíquete e cesta-alimentação, plano de saúde e odontológico, adicional por tempo de serviço e a garantia de empregos para os cobradores.
Em uma recente agenda no Gama, a governadora Celina Leão expressou que não considera o momento adequado para discutir reajustes. A governadora afirmou que a greve representa uma pressão dentro do contexto de uma campanha eleitoral, ressaltando a necessidade de auditorias nos contratos existentes. “Estou disposta ao diálogo, mas não aceitarei pressões durante esse período”, declarou.
A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) confirmou que monitorará as negociações entre as concessionárias e o sindicato. A pasta destacou que se trata de uma relação empregatícia que exige diálogo contínuo para garantir a qualidade do transporte coletivo à população.


