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Israel manda tropas à Cisjordânia sob denúncia dos EUA por ‘terrorismo’ de colonos judeus

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Israel enviou tropas nesta quinta-feira, 13, para Qusra, no norte da Cisjordânia ocupada, após colonos judeus instalarem um cerco a casas de palestinos, onde restringem a saída e entrada de moradores, alimentos e outros suprimentos. O episódio provocou uma rara crítica pública de Washington, com o embaixador dos Estados Unidos em Israel classificando a ação nos assentamentos como um “ato de terrorismo”.

Desde domingo, um grupo de colonos mantém várias residências palestinas cercadas na localidade, próxima a Nablus. Entre as propriedades está a casa de um cidadão americano. Segundo moradores, as famílias ficaram isoladas e sem acesso regular a comida e outros itens básicos.

O Exército israelense afirmou ter enviado soldados à região para “proteger os habitantes e manter a segurança”. Na quarta-feira, militares já haviam retirado uma tenda instalada pelos colonos e detido um israelense. Segundo relatos locais, porém, o grupo teria apenas levado a estrutura para uma colina próxima.

Pressão de Washington

O embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, classificou como “repugnantes” as ações dos colonos. “As ações daqueles que cometeram esse ato horrível de terrorismo destinado a intimidar e assediar essa família são repugnantes”, escreveu o diplomata no X (ex-Twitter).

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A declaração chama atenção pelo perfil de Huckabee, pastor evangélico e aliado do movimento de colonos. Ele é um defensor dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e já se manifestou contra a criação de um Estado palestino.

Segundo o embaixador, a atuação das forças israelenses ocorreu a pedido dos Estados Unidos. A manifestação acontece em meio a divergências recentes entre o presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, especialmente sobre os planos para a Faixa de Gaza.

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As Nações Unidas pediram que Israel cumpra suas obrigações previstas pelo direito internacional e garanta a segurança da população palestina. A União Europeia também cobrou “medidas concretas” para impedir a violência praticada por colonos.

Assentamento é reaberto

Enquanto tropas eram mobilizadas em Qusra, autoridades israelenses participaram da reinauguração de Ganim, um assentamento no norte da Cisjordânia que havia sido desmantelado em 2005.

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“Voltamos a Ganim e voltamos para ficar”, declarou o ministro da Defesa, Israel Katz, durante a cerimônia.

Ganim fazia parte de um grupo de quatro assentamentos retirados por Israel há mais de duas décadas. Desde então, três deles foram reconstruídos durante governos de Netanyahu, em meio à expansão dos assentamentos e à regularização de postos avançados construídos sem autorização oficial.

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A expansão dos assentamentos é um dos principais pontos de tensão entre israelenses e palestinos. Mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967 e onde vivem cerca de 3 milhões de palestinos. A comunidade internacional considera os assentamentos ilegais segundo o direito internacional.

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