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Moraes libera visitas a familiares para apoiar campanha de Michelle Bolsonaro ao Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a realização de visitas regulares de parentes de Jair Bolsonaro, visando permitir que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participe de eventos relacionados à sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. A decisão foi publicada na terça-feira, 8 de outubro.

As visitas poderão ocorrer às quartas-feiras e sábados, das 8h às 16h, com duração máxima de duas horas, e incluem a participação de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, Vicente de Paulo Reinaldo, pai de Michelle, e suas meias-irmãs Geovanna e Suyane Lanuze Ferreira Lima, além da madrasta Maisa Torres Antunes.

Enquanto Renato é candidato a deputado federal pelo partido PL em São Paulo, é importante ressaltar que Moraes já havia estabelecido restrições para que Bolsonaro não recebesse visitas com intenção político-eleitoral durante a campanha. O senador Flávio Bolsonaro, que também é filho do ex-presidente e atua como advogado na defesa de seu pai, enfrenta proibições específicas em relação a visitas, resultantes da divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro nas redes sociais.

Moraes, em seu despacho, considerou a autorização para as visitas “razoável e compatível com os princípios constitucionais da eficiência e da celeridade processual”, mas enfatizou que as visitas deverão seguir as normas da unidade prisional responsável pela supervisão da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.

De maneira não favorável ao ex-presidente, Moraes incluiu o capitão da reserva do Exército Sérgio Rocha Cordeiro e o ex-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Max Guilherme Machado de Moura no inquérito que apura uma suposta falsificação do cartão de vacinação de Bolsonaro. Em junho, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar as acusações contra eles; no entanto, Moraes não autorizou a inclusão destes profissionais na rotina da residência do ex-presidente.

Cordeiro, que atuou como assessor parlamentar e especial de Bolsonaro, ainda mantém vínculos com a equipe do ex-presidente, recebendo um salário líquido de R$ 14,9 mil em junho. Já Moura, que apoia Bolsonaro desde seu tempo como deputado e foi candidato federal em 2022, registrou um rendimento líquido de R$ 7,3 mil em julho, apesar de não ter sido eleito.

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