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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou neste domingo, 9, o plano de 15 pontos para Gaza, elaborado pelos Estados Unidos. A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o Conselho de Paz — órgão criado pelo líder americano para monitorar o cessar-fogo entre Israel e Hamas — havia alcançado um acordo sobre o “desarmamento completo do Hamas e de outros grupos armados” em Gaza, o que abriria espaço para a retirada das tropas israelenses do enclave palestino.
“Israel não aceita o documento de 15 pontos”, disse o premiê durante reunião com ministros, acrescentando que os militares do país “não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas seja desarmado… isso significa armamento pesado, armamento leve, todo tipo de armamento.”
“E estamos falando de desarmamento genuíno, não de desarmamento fictício”, disse ele, observando que Israel está em negociações com o governo Trump. “Eles (os EUA) têm ideias, algumas das quais são aceitáveis para nós e outras que são inaceitáveis.”
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Para além do fim da presença militar israelense em Gaza, a proposta prevê o desarmamento do Hamas, a criação de uma administração palestina tecnocrática e o envio de uma força internacional de estabilização. Ainda na semana passada, Netanyahu negou ter aceitado o plano e afirmou que se mantém “firme quanto aos nossos interesses de segurança”. Ele, assim como neste domingo, também salientou que as forças do país não recuarão das posições atuais “até que o Hamas seja completamente desarmado”.
Os comentários do primeiro-ministro apontam para uma nova rusga com Trump, um dos seus principais aliados. Ao anunciar a suposta conquista do Conselho de Paz, o republicano alegou que Israel estava “muito satisfeito” com o andamento das negociações — algo que Tel Aviv nega, destacando que o plano diverge das suas exigências.
O mais recente atrito ocorre enquanto Netanyahu, duramente criticado pela forma como conduziu a guerra, busca reeleição. De um lado, é pressionado pela sua coalizão de extrema direita, que rejeita qualquer tipo de concessão e demanda que o premiê avance com a tomada de territórios da região, de Gaza à Cisjordânia; do outro, é criticado por reféns e suas famílias pela demora e inflexibilidade em negociar o retorno dos sequestrados nos ataques de 7 de outubro de 2023. Ao todo, 251 pessoas foram levadas e mantidas em cativeiro em Gaza.


