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Senado Federal homenageia 19 mulheres de destaque com o prêmio Bertha Lutz, incluindo Cristiane Britto

Na manhã da última quinta-feira, 27 de março, o Senado Federal realizou uma cerimônia especial para homenagear 19 mulheres com o Prêmio Bertha Lutz, a mais alta condecoração dedicada àqueles que se dedicam à luta pelos direitos femininos. O evento, que contou com a presença de diversas personalidades do cenário político e cultural, teve a senadora Leila Barros (PDT-DF) à frente da cerimônia. Em seu discurso, Leila destacou as agraciadas como exemplos de coragem e resistência em um contínuo esforço pela equidade de gênero.

“É uma grande honra estar aqui neste Plenário para celebrar mulheres excepcionais e reafirmar o compromisso do Senado com a luta pela equidade de gênero. A entrega do Diploma Bertha Lutz é um ato de resistência e um marco na história da luta por direitos iguais”, afirmou a senadora.

Durante a cerimônia, Leila Barros se referiu a cada uma das homenageadas, enfatizando a importância de suas conquistas em suas respectivas áreas, que vão desde a ciência até a atuação e o ativismo social. Entre as homenageadas estavam nomes de destaque como as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, a escritora Conceição Evaristo, e a ex-ministra de Estado da Mulher, Cristiane Britto, que foram indicadas por diferentes senadores.

Em suas colocações, a senadora enfatizou que o diploma, criado há quase três décadas, ilumina o trabalho de mulheres que constroem uma sociedade mais justa e igualitária. A edição deste ano destaca as contribuições significativas de 19 mulheres impactantes na vida nacional.

O evento também trouxe à tona uma reflexão sobre os desafios ainda enfrentados na batalha pelos direitos das mulheres no Brasil. A senadora Leila Barros ressaltou que é necessário continuar lutando por uma equiparação de oportunidades e inclusão social. “Ainda precisamos estar aqui reivindicando direitos de integridade e respeito, enquanto tantas mulheres continuam sendo vítimas de violência”, disse a parlamentar, reiterando que a honraria recebida é um símbolo de resistência contra todas as formas de opressão.

Entre os discursos, a agraciada Ani Heinrich Sanders, produtora rural do Piauí, destacou a importância de se unir ao coletivo e a força das mulheres que lutam diariamente por seus direitos. Já Jaqueline Gomes de Jesus, primeira gestora do sistema de cotas para negros da Universidade de Brasília, celebrou a entrega do diploma como um reconhecimento à luta e ao trabalho das mulheres. “É uma honra ser a primeira mulher trans a receber essa condecoração. Que venham muitas outras após mim. Devemos ser reconhecidas por nossas vidas e nosso trabalho”, afirmou.

Ao final da cerimônia, ficou claro que a luta pela igualdade de gênero e a valorização das mulheres seguem como temas centrais não apenas de debates, mas também de ações concretas que buscam transformar a realidade no Brasil. A força e a resiliência das homenageadas refletem um futuro onde as oportunidades e a dignidade serão igualmente acessíveis a todas as mulheres brasileiras.

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