O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 28, que os Estados Unidos fecharam um acordo para controlar 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela.
“Por minha determinação, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário da Guerra Pete Hegseth, trabalhando em estreita colaboração com a altamente respeitada presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e por meio de uma parceria com empresas privadas, garantiram o controle majoritário dos Estados Unidos sobre mais de 65 BILHÕES DE BARRIS de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano”, escreveu Trump na sua rede Truth Social.
“Essa transação histórica MAIS QUE DUPLICA as reservas de petróleo americanas, aumenta significativamente nosso fornecimento de petróleo e reduzirá substancialmente os preços da gasolina para todos os americanos, por muito tempo no futuro, ao mesmo tempo em que ajudará a manter a Venezuela no caminho rumo a um SUCESSO EXTRAORDINÁRIO e a uma GRANDE PROSPERIDADE”, continuou o americano.
“Essa transação fortalecerá significativamente a relação, que já está em crescimento, entre a Venezuela e os Estados Unidos!”, finalizou.
Empresas americanas
Uma reportagem do jornal The Wall Street Journal antecipou que empresas americanas do setor de energia, como a Chevron, já negociavam investir bilhões de dólares na exploração de petróleo na Venezuela e que executivos deveriam viajar a Caracas nos próximos dias para assinar novos acordos de produção.
Grande parte dos campos oferecidos pelo governo venezuelano exige investimentos pesados antes de começar a produzir. Muitos são áreas ainda pouco desenvolvidas, sem infraestrutura adequada e, em alguns casos, sem fornecimento confiável de energia.
A entrada de novas empresas faz parte da estratégia de Washington para ampliar a produção venezuelana e garantir maior oferta de petróleo pesado para as refinarias americanas.
Apesar de possuir uma das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela produz atualmente cerca de 1,1 milhão de barris por dia, volume praticamente estável em relação ao ano passado e muito abaixo dos níveis históricos do país.
Captura de Maduro
Os Estados Unidos pressionam Caracas desde a captura, por forças americanas, do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão preso em Nova York e aguardam julgamento por tráfico de drogas e outras acusações. No total, são quatro: conspiração para cometer “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos explosivos.
O julgamento do casal está marcado para começar em 1º de junho de 2027, segundo decisão de um tribunal federal de Nova York anunciada no fim de julho. Desde sua primeira audiência na Justiça americana, Maduro sustenta que foi “sequestrado” e afirma ser um “prisioneiro de guerra”.


