A ofensiva americana veio após duas embarcações que transportavam petróleo da Arábia Saudita, grande aliada dos Estados Unidos na região, serem atingidas na noite de segunda-feira por projéteis de origem desconhecida enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz, segundo as empresas de rastreamento marítimo Marisks e Kpler.
Retomada das hostilidades
Esta terça-feira viu a segunda troca de disparos na guerra no Oriente Médio, interrompendo de vez a breve pausa nas hostilidades que durou cerca de um mês, desde junho. No último final de semana, ataques americanos atingiram lançadores de foguetes iranianos na pequena ilha de Larak, segundo Washington, com objetivo impedir que o Irã instalasse mais minas marítimas no Estreito de Ormuz — Trump insiste que seu país tem “controle total” da rota marítima e chegou a afirmar que o local era território americano.
A república islâmica respondeu com ataques à Jordânia e aos Emirados Árabes Unidos, que teriam como alvo forças americanas, segundo Teerã. Foi aí que o presidente americano prometeu bombardear o Irã fortemente, ameaça que parece ter cumprido nesta terça. “Vamos atingi-los com força”, disse o republicano a um repórter da Fox News. “Haverá uma resposta”, completou.
Mais cedo, porém, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fez um aceno rumo a uma desescalada. Ele prometeu que Teerã retomaria imediatamente os compromissos para encerrar a guerra caso os Estados Unidos voltem ao protocolo de acordo, assinado em junho, estabelecendo um cessar-fogo e um período de 60 dias para a diplomacia.
“Declaro explicitamente que, se os Estados Unidos retornarem a seus compromissos em virtude do protocolo de acordo (… ), a república islâmica do Irã adotará imediatamente medidas recíprocas”, declarou Pezeshkian, às margens de uma cúpula regional no Quirguistão, onde ele deve se reunir com Vladimir Putin.
Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram o chamado memorando de entendimento de Islamabad para acabar com os combates, iniciados em 28 de fevereiro com os ataques americanos e israelenses contra o Irã, que provocaram a morte do antigo líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Mas o acordo foi rompido no início de julho, com a retomada das hostilidades.


