A família do zelador atacado por um homem em situação de rua promove uma campanha de doação de sangue, devido à gravidade do quadro de saúde da vítima. Wanderlei Souza Lima, 53 anos, foi agredido com uma paulada na cabeça em 7 de agosto, enquanto trabalhava na Asa Norte. Ele sofreu traumatismo craniano, precisou passar por cirurgia e segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Segundo a família, o hospital informou nesta terça-feira (1º/9) que ele necessita de transfusões.
Como doar
As doações podem ser realizadas no Hemocentro de Brasília, na Asa Norte, de segunda a sábado, das 7h15 às 18h. Aos domingos e feriados, o atendimento funciona das 7h15 às 12h. Wanderlei é do tipo sanguíneo O positivo, mas doações de outros tipos sanguíneos também são bem-vindas e ajudam a abastecer os estoques para atender outros pacientes. No momento da doação, é preciso informar que o sangue será destinado ao Hospital de Base, em nome de Wanderlei Souza Lima.
Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem alimentado e hidratado, apresentar documento oficial com foto e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas.
Estado de saúde
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do Metrópoles DF
Wanderlei passou por uma segunda cirurgia, desta vez no intestino, após apresentar dificuldades para evacuar. Nesta terça-feira (1º/9), segundo a família, a equipe médica informou que novas complicações atingiram outros órgãos, incluindo os rins, e que ele precisará iniciar hemodiálise.
O suspeito da agressão, Alexandre da Trindade Leite, foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) no dia seguinte ao ataque, na L4 Norte. Segundo a corporação, ele tem passagens por roubo, lesão corporal, maus-tratos, injúria e difamação.
Antes da nova piora, Vanderlei havia apresentado sinais de recuperação. Na semana passada, ele foi extubado após permanecer 14 dias intubado e conseguia movimentar os braços e as pernas, levantar o pescoço e atender a alguns comandos.
Ainda conforme a família, os médicos haviam informado que a respiração do zelador estava sendo feita quase totalmente de forma voluntária. Ele também passou por uma traqueostomia, procedimento que cria uma passagem de ar pela traqueia.
Mesmo sem conseguir falar, Vanderlei reagia à presença dos familiares durante as visitas. Segundo os parentes, ele ficava agitado ao perceber a chegada da família, mas conseguia se acalmar após receber orientações e apertava a mão dos familiares quando solicitado.


